DFRF Enterprises foi acusada de “ESQUEMA PONZI” pela SEC

SEC acusa fraude DFRFA Securities and Exchange Comission (SEC), autoridade responsável por regular o mercado de capitais nos EUA, abriu um processo a 30/06/2015 na Corte Federal de Boston, no qual acusa a DFRF Enterprises, empresa criada por Daniel Fernandes Rojo Filho, de operar um esquema de pirâmide financeira, também conhecido por esquema Ponzi, que conseguiu angariar mais de 15 milhões de dólares desde julho de 2014 com a promessa de retorno de 15% ao mês, com base em minas de ouro que nunca existiram.

No alerta de fraude DFRF Enterprises já tinha alertado que isto é uma fraude. Quem não acreditou no alerta e achou-se esperto demais, acabou por perder todo o seu dinheiro.

Detalhes da acusação de “ESQUEMA PONZI” contra a DFRF Enterprises

Como já tinha mencionado no alerta de golpe, isto não era nada mais que um HYIP (High Yield Investment Program), ou seja, um Esquema Ponzi. A sigla HYIP é a maneira mais bonita de apresentar um golpe deste género, pois em pouco tempo rebenta e começa todo o teatro, o que foi o caso disto, que os cartões pré-pagos só funcionaram meia dúzia de dias.

Daniel Filho, fundador da DFRF Enterprises. Foi acusado de falsas afirmações e testemunhos enganosos. Minas de ouro não existem é um ESQUEMA PONZI.
Daniel Filho, fundador da DFRF Enterprises. Foi acusado de falsas afirmações e testemunhos enganosos. Minas de ouro não existem é um ESQUEMA PONZI.

Daniel Filho e os seus cúmplices no golpe, alegavam que a DFRF tinha mais de 50 minas de ouro no Brasil e na África, além de uma Fundação de ajuda humanitária, mas era tudo mentira. TUDO TRETA! Essas mentiras foram usadas para encher as contas bancárias do esquema, pois nunca ninguém ia meter dinheiro se dissessem a verdade.

De acordo com o documento de acusação do SEC contra a DFRF, no total conseguiram angariar mais de 15 milhões de dólares e enganar mais de 1.400 investidores desde julho de 2014. Para adicionar legitimidade ao esquema, prometiam que os investimentos estavam assegurados por uma companhia de seguros que opera num paraíso fiscal e o dinheiro era enviado para um Banco Privado na Suíça.

Falsa entrada na Bolsa de Valores dos EUA foi a estratégia encontrada para aliciar vítimas a investir mais dinheiro.

Em março de 2015, Filho anunciou que a DFRF ia entrar na Bolsa e conseguiu angariar $4.3 milhões. Em abril 2015 angariou $2.5 milhões e em maio de 2015 $4.1 milhões.

O constante adiamento da entrada na Bolsa e a promessa de comprar ações a $15,03 que já valiam, $40, $55, $60… e ultimamente $70, fez parte da estratégia desta burla online.

Se prometem que têm várias minas, porque é que nunca apresentaram provas? Porque nunca mostraram o ouro transformado na Florida? Porquê? Não têm maneira de provar uma coisa que não existe!! Não existem seguros, o Banco na Suíça Platinum Swiss Trust é uma empresa de fachada sem licença para operar que foi montada por um dos cúmplices de Daniel Filho, não existem minas de ouro, DFRF não está na Bolsa de Valores dos EUA, entre outras mentiras.

Este esquema já estava com problemas há muito tempo. No início de 2015, dois investidores brasileiros processaram a empresa DFRF nos EUA por nunca terem recebido o dinheiro prometido, afirmando que era um “Esquema Ponzi”. Coincidência ou não, antes da estratégia da entrada em Bolsa decidiram anular o processo. Muito provavelmente foram pagos para se calar!!

Para mais detalhes sobre a acusação, recomendo que leias o documento completo de acusação em inglês ou os comentários do Tenho Dívidas no artigo “SEC acusou DFRF Enterprises de “ESQUEMA PONZI” – ALERTA!“.

Detalhes dos envolvidos no golpe DFRF

Com esta acusação da SEC foram expostos vários detalhes sobre os acusados. Desde os crimes cometidos anteriormente, a sua posição no esquema, idade e onde vivem.

Todas as informações apresentadas abaixo foram retiradas do referido documento, são públicas e representam a verdade. A SEC obteve esses dados através da sua investigação.

Os acusados neste processo judicial são:

  • DFRF Enterprises LLC (registada na Florida e Massachusetts)
  • Daniel Fernandes Rojo Filho (47 anos)Recebeu mais de 6 milhões de dólares (aproximadamente 40% do dinheiro total recebido das vítimas) do esquema. Mais detalhes em baixo.
  • Wanderley M. Dalman (49 anos) – Recebeu $51,000 da DFRF.
  • Gaspar C. Jesus (54 anos) – Recebeu $56,000 da DFRF.
  • Heribreto Perez Valdes (46 anos) – Recebeu $521,000 da DFRF.
  • Eduardo N. da Silva (40 anos) – Recebeu $221,000 da DFRF.
  • Romildo da Cunha (48 anos) – Recebeu $33,000 da DFRF.
  • Jeffrey A. Feldman (56 anos) – Recebeu $252,000 da DFRF.

Abaixo compilei todas as informações disponíveis no documento de acusação da SEC, sobre cada um dos envolvidos.

Daniel Fernandes Rojo Filho, o criador do esquema DFRF (fonte: youtube.com)
Daniel Fernandes Rojo Filho, o criador do esquema DFRF (fonte: youtube.com)

Daniel Fernandes Rojo Filho vive em Winter Garden, na Florida. É o fundador da DFRF (empresa registada na Florida e Massachusetts) e o gestor de ambas as empresas. Em janeiro de 2010 foi nomeado como alvo de um processo civil federal na Florida por alegado envolvimento no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e Esquema Ponzi. Em agosto  de 2010, foi acusado neste processo. Em agosto 2013, ele consentiu o confisco civil de mais de $25 milhões guardados nas contas bancárias no nome dos seus filhos menores de idade e de duas empresas controladas por si. Fez afirmações falsas e testemunhos enganosos sobre a DFRF em encontros públicos e vídeos publicados na Internet.

O documento de acusação ainda vai mais longe. Informa que transferiu para si mesmo mais de 6 milhões de dólares, de dinheiro das vítimas. Isto inclui:

  • $1,8 milhões de transferências em dinheiro;
  • $1,8 milhões para pagar despesas pessoais e despesas familiares (incluindo $500,000 para viagens);
  • e $2,5 milhões para comprar vários automóveis de luxo (2014 Rolls Royce, 2015 Lamborghini, 2014 Lamborghini, 2012 Ferrari, 2006 Ferrari, 2013 Mercedes, 2015 Cadillac e 2014 Cadillac)

Agora já dá para perceber porquê o atraso constante nos cartões pré-pagos, os vários vídeos com novas promessas e a estratégia das ações.

Wanderley Dalman, cúmplice no esquema DFRF. Aparece em vários vídeos de apresentação do esquema. (Fonte: youtube.com)
Wanderley Dalman, cúmplice no esquema DFRF. Aparece em vários vídeos de apresentação do esquema. (Fonte: youtube.com)

Wanderley M. Dalman vive em Revere, Massachusetts. É um representante autorizado de ambas as empresas DFRF (Florida e Massachusetts). É acusado de fazer afirmações falsas e usar testemunhos enganosos sobre a DFRF em encontros públicos e vídeos publicados na Internet.

Gaspar Jesus, cúmplice no esquema DFRF. (Fonte: youtube.com)
Gaspar Jesus, cúmplice no esquema DFRF. (Fonte: youtube.com)

Gaspar C. Jesus vive em Malden, Massachusetts. É um representante autorizado de ambas as empresas DFRF (Florida e Massachusetts). É acusado de fazer afirmações falsas e usar testemunhos enganosos sobre a DFRF em encontros públicos e vídeos publicados na Internet.

Heriberto Valdes, outro cúmplice de Daniel Filho. É gestor na DFRF de Massachusetts e criou o Banco fantasma Platinum Swiss Trust na Suíça. (Fonte: youtube.com)
Heriberto Valdes, outro cúmplice de Daniel Filho. É gestor na DFRF de Massachusetts e criou o Banco fantasma Platinum Swiss Trust na Suíça. (Fonte: youtube.com)

Heribreto C. Perez Valdes vive em Miami, Florida. É o gestor da DFRF de Massachusetts, a entidade responsável por todo o trabalho executivo e administrativo. Também é administrador do Platinum Swiss Trust, um suposto Banco Privado na Suíça que não está autorizado a praticar atividades de banca na Suíça. É acusado de fazer afirmações falsas e usar testemunhos enganosos sobre a DFRF em encontros públicos e vídeos publicados na Internet.

Eduardo Silva, outro cúmplice de Daniel Filho no esquema. Ficou conhecido por apresentar várias provas de pagamento usando o cartão DFRF que só durou alguns dias. (Fonte: youtube.com)
Eduardo Silva, outro cúmplice de Daniel Filho no esquema. Ficou conhecido por apresentar várias provas de pagamento usando o cartão DFRF que só durou alguns dias. (Fonte: youtube.com)

Eduardo N. da Silva vive em Orlando, Florida. É um representante autorizado de ambas as empresas DFRF (Florida e Massachusetts). É acusado de fazer afirmações falsas e usar testemunhos enganosos sobre a DFRF em encontros públicos e vídeos publicados na Internet.

Romildo Cunha, outro brasileiro cúmplice de Daniel Filho. Não aparece em muitos vídeos da DFRF. Já esteve envolvido em outras supostas fraudes multinível que rebentaram. (Fonte: youtube.com)
Romildo Cunha, outro brasileiro cúmplice de Daniel Filho. Não aparece em muitos vídeos da DFRF. Já esteve envolvido em outras supostas fraudes multinível que rebentaram. (Fonte: youtube.com)

Romildo da Cunha vive no Brasil. Desde 2002, tem estado no negócio de treinar promotores de programas de Marketing Multinível (MMN). É acusado de fazer afirmações falsas e usar testemunhos enganosos sobre a DFRF em encontros públicos e vídeos publicados na Internet.

Jeffrey Feldman, apresentado como executivo principal da ACCEDIUM no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=wZAB8d3y2Xk, publicado no canal DFRF TV no YouTube. Cúmplice de Daniel Filho no golpe DFRF. (Fonte: youtube.com)
Jeffrey Feldman, apresentado como executivo principal da ACCEDIUM no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=wZAB8d3y2Xk, publicado no canal DFRF TV no YouTube. Cúmplice de Daniel Filho no golpe DFRF. (Fonte: youtube.com)

Jeffrey A. Feldman vive em Boca Raton, Florida. É o único funcionário e diretor da Universal Marketing Group, INC, uma empresa registada na Florida. Afirma ser o representante para os EUA da Accedium Insurance Company, a suposta companhia de seguros que está registada na Inglaterra e no paraíso fiscal Bardados e não tem sede física, moradas virtuais. Em julho de 2007, ele pediu falência pessoal. Em 1998, foi declarado culpado na fraude e falsificação de ter recebido $2.5 milhões de dinheiro de uma rede de rent-a-car por apólices de seguro que na verdade ele não obteve. Em 1996, o estado da Florida revocou a sua licença obrigatória para poder vender seguros depois de não contestar as acusações de que ele enviou falsos afirmações relacionadas com seguros, com perdas supostamente relacionadas com o furacão Andrew. É acusado de fazer afirmações falsas e usar testemunhos enganosos sobre a DFRF em encontros públicos e vídeos publicados na Internet.

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