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Criadores Hashflare detidos. Esquema Ponzi Criptomoedas de $575 milhões

Fraude Hashflare

Os dois criadores da Hashflare foram presos em Talin, na Estónia, a 20 de novembro pelo seu envolvimento na criação de um Esquema Ponzi de 575 milhões de dólares em criptomoedas e por lavagem de dinheiro. No total estes dois cidadãos estonianos estão acusados de 18 crimes ligados à Hashflare e também ao falso banco de moedas digitais Polybius Bank.

A Hashflare foi criada em 2015 e apresentava-se como uma empresa de mineração de criptomoedas na cloud, com o propósito de alugar hashing power aos seus clientes através de cinco tipos de contratos de mineração [SHA-256 (bitcoin), ETHASH (ether), Scrypt, DASH, e ZCASH] de forma a minerar criptomoedas e receber uma parte dos ganhos. No entanto, tudo não passava de uma farsa bem montada. A empresa era um dos nomes líderes na indústria nessa altura, mas acabou por fechar em julho de 2018.

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Esquema Ponzi Hashflare Revelado

De acordo com a acusação do Departamento de Justiça dos EUA contra a Hashflare, Sergei Potapenko e Ivan Turõgin, ambos 37 anos, alegadamente defraudaram centenas de milhares de vítimas através de um esquema complexo. Induziram as suas vítimas através da venda de contratos fraudulentos de aluguer de equipamentos usando a empresa de mineração de criptomoedas Hashflare. Também aliciaram as vítimas para investir no banco de moedas digitais chamado Polybius Bank. Na realidade, Polybius nunca foi um banco e nunca pagou os dividendos prometidos. As vítimas pagaram mais de $575 milhões ás empresas de Potapenko e Turõgin, que depois usaram empresas fantasma para lavagem de dinheiro e uso na aquisição de imóveis e carros de luxo.

Na realidade os contratos de mineração eram fraudulentos. A Hashflare alegadamente não tinha o equipamento de mineração de criptomoedas que afirmavam ter. Segundo a investigação, o equipamento da Hashflare era de cerca 1% do poder de mineração que diziam ter. Quando os investidores pediam o levantamento do capital, Potapenko e Turõgin não conseguiam pagar com os ganhos da mineração. Em vez disso, inventavam desculpas para não pagar ou pagavam os investidores usando criptomoedas que era compradas em exchanges – não criptomoedas que tinham sido recebidas pela mineração. A Hashflare desapareceu em 2019.

Em maio de 2017, Potapenko e Turõgin ofereceram investimentos na empresa chamada Polybius, que prometiam ser um banco especializado em criptomoedas. Prometeram pagar dividendos aos investidores devido aos lucros. De acordo com a acusação conseguiram angariar pelo menos 25 milhões de dólares com este esquema e transferiram a maior parte do dinheiro para outras contas bancárias ou carteiras de criptomoedas. O Polybius nunca se tornou num banco e nunca pagaram dividendos.

O Departamento de Justiça dos EUA também acusa Potapenko e Turõgin do crime de lavagem de dinheiro, através do uso de empresas fantasma, contratos e faturas falsas. A lavagem de dinheiro alegadamente envolveu pelo menos 75 imóveis, 6 carros de luxo, carteiras de criptomoedas e milhares de máquinas de mineração.

Potapenko e Turõgin estão ambos acusados de 18 crimes, incluindo de lavagem de dinheiro e criação de esquema Ponzi. Se condenados, podem apanhar (cada um) uma pena máxima de 20 anos de prisão.

Foste uma das vítimas Hashflare?

Se foste uma das vítimas da Hashflare, a boa notícia é que o FBI está a investigar o caso e necessita de ajuda das vítimas dos esquemas Hashflare, Hashcoins e Polybius. Para mais informações, podes visitar a página do FBI para vítimas Hashflare.

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