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Anúncios Fake News Bitcoin continuam em 2022

Anúncios Fake News Bitcoin 2022

Após uns longos meses sem publicarem anúncios com fake news bitcoin e depois de muitas contas do Facebook banidas, a máfia por detrás das fake news está de volta e com novas corretoras como money-mules. Durante os meses em que tiveram fora do radar, estiveram a gastar pequenas fortunas em anúncios de como ganhar um rendimento extra investindo 249 nos CTT, Amazon, Tesla e outras empresas conhecidas.

Denuncia os anúncios. É a maneira mais eficaz dos burlões não conseguirem enganar mais pessoas e terem de comprar contas facebook para voltar a publicar novos anúncios.

Para os leitores que são novos neste mundo, vale a pena lembrar que as fake news bitcoin existem desde 2019, como é possível ver na denúncia Burlões usam Anúncios Facebook com Fake News + Bitcoin + Famosos Portugueses. Como as autoridades continuam a demorar demasiado tempo a tomar as devidas medidas e esta máfia está localizada num país que torna difícil chegar até “eles”, todo o cuidado é pouco.

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Anúncios Facebook e Instagram Fake News Bitcoin 2022

Infelizmente esta “praga” continua e muitas pessoas continuam a ser enganadas. Esta “praga” continua basicamente por três razões:

  1. as autoridades nacionais ainda não foram capazes de apanhar / parar esta máfia;
  2. o Facebook / Instagram continua a publicar os anúncios sem verificar manualmente;
  3. a máfia tem ganho muito dinheiro (e continua a ganhar) com esta burla online.

Quando alguma destas razões simplesmente deixar de acontecer, para instantaneamente. Até lá, vai continuar até verem que o dinheiro roubado ás suas vítimas não compensa e voltam novamente a parar os anúncios com fake news, para voltar alguns meses depois.

De forma a captar o maior número de vítimas e assim conseguir roubar muitos milhares de euros, esta máfia supostamente usa dezenas de contas facebook reais que foram compradas a pessoas, que venderam entre 30 a 50 euros. Estas contas reais são importantes para todo este esquema, porque o algoritmo do facebook vai marcar como uma conta confiável e por isso não vai bloquear imediatamente, como se fosse uma conta com apenas algumas horas ou dias.

Estes são alguns dos anúncios que estão a aparecer no Facebook e Instagram criados pela máfia por detrás das fake news:

Anúncio fake news 2022 no Facebook

Para gerar mais credibilidade, estão a conseguir burlar o próprio facebook ao autenticar páginas para as tornar confiáveis. O símbolo azul mostrado abaixo indica que é uma página autenticada, mas como é possível chegar à conclusão não tem nada de confiável, a publicar esse tipo de mentiras.

anúncios Fake news bitcoin
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Anúncio fake news 2022 no Instagram

Além de Portugal, também estão a dirigir os anúncios fake news para utilizadores do facebook de outros países, como a Alemanha e a Itália.

anúncios Fake news bitcoin

Os 250€ são um mero valor psicológico que os burlões sabem que funciona para atrair novas vítimas, pois ao conseguir o número de telefone das vítimas, alguém do call center vai telefonar e se fazer passar por Gestor de Conta, onde ao conversar com a vítima vai tentar conhecê-la melhor, saber se tem dívidas, dificuldades financeiras e outro tipo de informações, para fazer com que deposite ainda mais dinheiro, com a promessa de ganhos rápidos e fáceis. Depois do dinheiro entrar, vão inventar 1001 desculpas e até irão criar ordens falsas que vão gerar perdas e colocar a conta a 0€ ou dizer que para retirar os lucros é necessário depositar mais dinheiro.

Repara que os 250€ tanto nos anúncios fake news bitcoin, como nos anúncios de investimento nos CTT é o mesmo valor que usam para atrair as suas vítimas. Estás a lidar com burlões que fazem isto há anos e recebem uma percentagem do que roubarem!

Além de screenshots, também foi possível gravar no telemóvel os anúncios falsos no instagram e os passos entre clicar no anúncio até chegar à corretora que está ligada ao esquema e serve de money mule. Como money mule usam corretoras com licença para parecer tudo legítimo e conseguir acesso a contas bancárias e meios de pagamento como cartão Visa / Mastercard para não só movimentar o dinheiro roubado, mas também para parecer que o dinheiro foi obtido de forma legítima. Se usassem uma corretora ilegal, ao movimentar grandes quantidades de dinheiro, iriam ter logo problemas. Desta forma, aproveitam-se que os CFDs são contratos entre o cliente e a corretora, para gerar transações com CFDs em que resultam em falsas perdas para as vítimas.

Estes são alguns dos vídeos que vale a pena ver.

Este anúncio instagram com promessas de ganhos irreais redireciona para uma página clonada do site do JN, onde ao introduzir os dados a vítima é redirecionada para a página de captura Bitcodeprime, onde tem de responder a um pequeno questionário (para os burlões conhecerem melhor a vítima), que depois mostra um vídeo com atores a mostrar imagens manipuladas de contas bancárias e por sua vez redireciona a vítima para a corretora money mule usada, a LiquidityX.

O vídeo abaixo mostra um anúncio do mesmo grupo, com uma notícia falsa sobre o apresentador de TV Cláudio Ramos, mas em vez de redirecionar para a página de captura de dados e depois para a corretora, redireciona para uma página a avisar que a vítima vai ser contactada. Como muitos sites estão a denunciar as corretoras usadas por esta máfia, estão a seguir esta estratégia também.

É impressionante como o Instagram, que faz parte do Facebook, continua a permitir este tipo de publicidade com fake news, cujo único objetivo é defraudar e roubar milhares de euros. Apesar desta máfia e de outras que atua de forma muito semelhante estar localizada em países de difícil acesso em termos judiciais, existem maneiras de parar com este tipo de anúncios e fraudes.

Como os EUA têm uma regulação mais forte através da Securities Exchange Commission (SEC) e do Departamento de Justiça dos EUA, ao contrário da Europa, este tipo de esquemas evita os EUA, porque sabe que se for detetado, imediatamente são processados e os responsáveis extraditados para cumprir pena, a menos que estejam em países ou zonas, que não têm acordo de extradição, como o Brasil ou o Dubai.